Foral de Dª Maria II - Famalicão
É no reinado de D. Maria II, que a povoação se elevou à categoria de Vila, o que se lê na carta de 10 de Julho de 1841 “attendendo que na povoação de Famalicão concorrem as necessárias proporções para sustentar com dignidade o titulo de villa, tanto pelo seu comercio e subido numero de propriedades, como pela grandeza dos seus edificios, nos quais últimamente se tem feito consideráveis melhoramentos e tendo outro sim attenção à lealdade que distingue os seus habitantes, Hei por bem … que fique erecta em villa, denominando-se Villa Nova de Famalicão”.
Sendo terra e povoação antiga, Vila Nova de Famalicão é um concelho moderno, criado em 1835 por carta de foral da rainha D. Maria II, a qual também lhe restitui em 1841, o titulo de “villa”(*).
A partir de meados do século XIX, depois da refundação do concelho e com a abertura da estrada Porto - Braga em 1875, Famalicão entra numa fase de grande desenvolvimento. Constroiem-se edíficios públicos, como o Hospital da Misericordia (1878), e os Paços do Concelho em 1881 e erguem-se “edíficios particulares luxuosos”(*)
com capitais vindos do Brasil, de que é exemplo o “Palacete do Barão da Trovisqueira” *(*)
É nessa época que começam a instalar-se na vila e no concelho, fábricas e oficinas, são os casos da fábrica de relógios “A Boa Reguladora” em 1895, da Tipografia Minerva em 1886 e das fábricas texteis em Riba de Ave, freguesia pertencente ao concelho de Vila Nova de Famalicão. Das fábricas de Riba de Ave posso referir a primeira a ser instalada que foi em 1890 pelo Barão da Trovisqueira, em 1896 a Sampaio Ferreira fundada por Narciso Ferreira, que se tornou no maior industrial português no ramo da indústria textil (**)
*VIEIRA, J. A. - O Minho Pitoresco - Lisboa, Ed. Lisboa - 1887.
**Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira ,Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda. , s/d, vol.11, p.177.
CARNEIRO,EduardoManuel Santos”ActividadesSócio-Culturais,Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX”, Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão, 1997.

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